Se fosse de dia, seria uma tragédia muito pior

Se fosse de dia, seria uma tragédia muito pior

Leiria: Reitor do Santuário dos Milagres afirma que foi «milagre» a depressão acontecer durante a noite

Padre Virgílio do Rocio Francisco lembra que, se fosse de dia, «seria uma tragédia muito diferente, para pior» e afirma que, depois das habitações, é urgente arranjar o telhado da igreja, deixando para depois a recuperação dos pináculos, «pedras enormes», que caíram com a tempestade

O reitor do Santuário dos Milagres, na Diocese de Leiria-Fátima, disse à Agência ECCLESIA que, se fosse de dia, a tragédia provocada pela depressão Kristin seria “muito diferente para pior”.

“Houve milagres! Há pessoas que dizem e também consideram: se fosse de dia, seria uma tragédia muito diferente para pior”, afirmou o padre Virgílio do Rocio Francisco

Situado a seis quilómetros da cidade de Leiria, o Santuário dos Milagres ficou destelhado com a passagem da tempestade e pináculos do templo caíram e partiram.

“Tinha ouvido nas notícias que ia haver aqui temporal, mas nunca imaginei uma coisa assim. E muito menos que os pináculos da Igreja, que no outro dia estavam partidos. Quando subimos aqui acima foi um certo desencanto: a igreja destelhada, bastante destelhada, os pináculos partidos, aquelas pedras enormes”, referiu padre Virgílio Francisco, moderador da Equipa Presbiteral da Unidade Pastoral dos Milagres.

Situado numa das zonas mais afetadas pelo mau tempo, a freguesia dos milagres tem eletricidade a partir de um gerador, árvores caídas na floresta e muitas casas destelhadas, que estão a ser reabilitadas com a ajuda de voluntários e a presença de militares.

“Cada um está a ver muito a sua parte, o seu problema e dos seus amigos e dos seus vizinhos. Aqui também tem havido não só a solidariedade aqui da comunidade, das pessoas de cá, mas talvez mais ainda daqueles voluntários que vieram do país inteiro, seja através dos bombeiros, seja através dos militares da marinha, seja através dos escuteiros, que tivemos muita ajuda, que veio solidariedade”, afirmou o padre Virgílio Francisco.

Foto Agência ECCLESIA/PR, padre Virgílio do Rocio Francisco

O reitor do Santuário dos Milagres afirma que a prioridade é recuperar as habitações, e coloca urgência também na cobertura da igreja, deixando para uma fase posterior a recuperação dos pináculos, sendo necessário envolver os “técnicos necessários”, nomeadamente do Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), que já visitaram o edifício.

O padre Virgílio Francisco recolheu todas as partes partidas dos pináculos, “seja para que não haja percas, seja para que não haja tentações de alguém que goste de alguma pedra”

No último fim de semana, as celebrações não decorreram no Santuário dos Milagres, mas num salão da paróquia, uma vez que o templo aguarda que o telhado seja coberto para depois ser feita uma avaliação da sustentabilidade do edifício e da infiltração de água nas paredes por parte da Proteção Civil.

Agência Ecclesia
Agradecemos o já habitual bom serviço que a Agência Ecclesia presta ao Santuário dos Milagres. Da parte da Paróquia dos Milagres, fica aqui lavrada a nossa sincera gratidão pelo apoio e pela divulgação prestados.
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